segunda-feira, 23 de abril de 2012

Monitores contínuos de glicose








Fonte:CGMS

                      Na última década, foi desenvolvido o sistema de monitorização contínua da glicose (CGMS®), através do líquido intersticial, com medidas da glicemia por um cateter de teflon inserido no subcutâneo. O que realiza medidas da glicose a cada 10 segundos e armazena a média dessas leituras no próprio dispositivo a cada 5 minutos, permite ao médico assistente a visualização, em um programa de computador, das variações das glicemias durante todo o dia e, dessa forma, traz a possibilidade de modificar a prescrição de insulina, conforme os padrões observados. O CGMS® favorece ainda a identificação de flutuações glicêmicas noturnas, período no qual a hipoglicemia é frequentemente assintomática e não reconhecida.
                   Tal sistema foi aperfeiçoado nos últimos anos, dando lugar aos dispositivos de monitorização glicêmica em tempo real, também através da análise do líquido intersticial. Assim como o CGMS®, tem-se os resultados da glicemia do líquido intersticial a cada 5 minutos e o sensor pode ser colocado no abdome, nas nádegas, coxas ou na região posterior do braço. A grande vantagem dessa inovação é a possibilidade de se observar as tendências glicêmicas, antes mesmo da instalação de eventos hipo ou hiperglicêmicos. Enquanto o CGMS® é de uso médico, os dispositivos de monitorização em tempo real são de uso pessoal e mostram no visor os valores da glicose intersticial do momento. Na tela do aparelho, visualiza-se um gráfico com a variação glicêmica das últimas horas, além de uma seta de tendência da glicemia. Pode haver uma ou duas setas, que indicam a velocidade de queda ou de elevação da glicemia.
             Cabe destacar que, apesar do considerável avanço tecnológico, as glicemias medidas no líquido intersticial apresentam um atraso de cerca de 20 minutos em relação à glicemia do sangue capilar. Portanto, variações bruscas ou valores suspeitos devem sempre ser confirmados com a glicemia capilar. Tais diferenças tendem a ser amenizadas pela calibração do sensor, realizando-se a medida da glicemia capilar 1 a 2 vezes ao dia (conforme a orientação do fabricante).

            Com um custo muito superior à monitorização capilar da glicemia, provavelmente, a maior vantagem da monitorização contínua da glicemia é a facilidade de se ajustar as doses de insulina, com menos punções capilares. Outras situações incluem o diagnóstico e prevenção de hipoglicemias assintomáticas, especialmente as noturnas, e das variações glicêmicas pós-prandiais.

Informações:  www.cgms.com

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